Escrito por Enilda Falcão Lins    Seg, 07 de Outubro de 2013 11:46
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A Verdadeira Riqueza
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I Timóteo 6.7-19

“... pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos". I Timóteo 6. 7-8.


Há duas coisas que sobremodo preocupam os homens: A morte e a pobreza. O homem tem uma sede insaciável pela vida eterna. Morrer para o homem é um fim tenebroso e triste. Tudo faz para que sua existência seja prolongada ao máximo. Não que desejar ter uma vida longa e com qualidade seja errado e condenado, muito pelo contrário, devemos sim, primar por uma qualidade de vida excelente. Ocorre que a morte gera um medo no coração do homem, o medo do desconhecido, do que vai encontrar quando partir deste mundo. Ele naturalmente se apega às coisas da terra.

 



Quanto à pobreza, ele tudo faz para dela sair. Usa de meios lícitos e ilícitos, quanto mais possui mais deseja. Sua sede de riqueza torna-se insaciável. Quando possui bens, torna-se altivo, arrogante e auto-suficiente, colocando sua esperança no dinheiro, na riqueza.

Quando temos a Jesus como Senhor e Salvador de nossa vida, o problema da morte está solucionado, pois, ao deixarmos este mundo, temos a certeza que estaremos com o Senhor na Pátria Celestial. Paulo disse: “Ora se morremos com Cristo, cremos também que com Ele viveremos.” Romanos 6 .8. E em Filipenses 1 .21-23, ele declara: “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor.” Está aí o quadro de um homem despojado do medo da morte e do apego das coisas do mundo, das coisas materiais.

No tocante à riqueza, o apego às coisas materiais, o desejo de ter, e ter, e sempre ter mais, o Apóstolo Paulo aconselha sabiamente a Timóteo, seu filho na fé dizendo: “... pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos". I Timóteo 6. 7-8. Ele dizia isto com grande propriedade, pois, era um homem espiritual, que sabia dar valor à verdadeira riqueza. Escrevendo aos filipenses, agradecendo as ofertas recebidas, ele se expressou dizendo: “não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois, aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância, Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” Filipenses 4 .11-13.

O texto nos alerta quanto ao perigo da insatisfação do homem, de se   preocupar  apenas em ter, ao invés de ser. Nos dias atuais estamos presenciando um consumismo exagerado. Quanto mais se tem, mais se quer. Nada basta. Estamos vivendo na era do consumismo e, inclusive, alcançando patamares sem limites, isto já está sendo   reconhecido como uma doença. André Trigueiro, renomado jornalista, redator e apresentador do Jornal das Dez, da Globonews, pós-graduado em Meio Ambiente, escreveu o seguinte: “A doença do consumismo tem nome e preocupa as autoridades na área de saúde do Brasil: chama-se oneomania, ou consumo compulsivo. Segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, três em cada dez brasileiros, a maioria mulheres, compram compulsivamente. É gente que usufrui apenas o momento da compra, mas, não o produto, que muitas vezes é deixado de lado sem utilidade alguma. A baixa estima e o sentimento de vazio são constantes. Depois da compra vem a sensação de culpa.”

Consumismo exagerado leva, portanto, à frustração, à obesidade, especialmente entre as crianças que se encantam com as propagandas de guloseimas, de fast food, gera stress familiar, haja vista que, aquele que provê o sustento da família, tem que travar verdadeiras batalhas com filhos, esposas, companheiras, que, iludidos e hipnotizados pela mídia com suas atraentes e irresistíveis propagandas, querem porque querem o objeto dos seus desejos, gera dívidas intermináveis, etc.

Como a vida pode ser tão mais simples sem essa preocupação pelo adquirir coisas... Moramos em um bom apartamento, não nos conformamos e, queremos outro maior, mais bonito, mais sofisticado... Não estamos satisfeitos. Temos roupas e sapatos suficientes, mas, temos que acompanhar a moda e, lá vamos gastar e gastar sem necessidade... O carro está praticamente novo, mas, temos que adquirir outro mais novo, do ano, zero, e, ficamos com a “corda no pescoço”, mas queremos o carro de qualquer jeito... E por aí vai.

O perigo não está em você ser rico, mas, onde está colocando o seu coração. Na riqueza? Paulo disse: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição.” I Timóteo 6.10. Estamos tendo exemplos do que Paulo afirmou, com os políticos da nossa Nação, que grassaram pelos caminhos da corrupção, no desejo insaciável de adquirir riquezas. Finalmente Paulo diz que “pois, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. ..”. I Timóteo 6.10.

Tudo falsa ilusão! O homem natural é cego e não compreende que a vida eterna é possível e está acessível através de Jesus, e, que o homem pode  ser dono de um grande tesouro, que nem ladrões roubam, e nem a traça e a ferrugem corroem! Jesus disse: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas, acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrobam nem furtam” Mateus 6 . 19-20.

Reflexão: Que nossos corações se alegrem com o que Deus nos tem dado. Ele sabe da necessidade de cada filho seu. O importante é que “tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos". Amém?

 

 

Enilda Falcão Lins

Enilda LinsDrª.Enilda Lins, esposa do Pr. Isaías Andrade Lins Filho há 48 anos. Mãe de 3 (três) filhos, avó de 6(seis) netos. É Bacharel em Direito, advoga, é especialista na área de Direito de Familia, sendo Membro Efetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Familia - IBDFAM.

Exercendo a advocacia há mais de trinta anos, a dra. Enilda Lins já exerceu diversas atividades no Serviço Público Municipal e também no Serviço Público Federal. Escritora de diversos artigos publicados em revistas e sites de cunho evangélico.


Autor deste Artigo: Enilda Falcão Lins

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