Escrito por Enilda Falcão Lins    Qua, 18 de Setembro de 2013 17:44
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A medida do "T"
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Provérbios 15.16

I Timóteo 6.7-12

“É melhor ser pobre e temer a Deus, o Senhor, do que ser rico e infeliz”. Provérbios 15.16.

“Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso.” I Timóteo 6.8.

Já ouviu falar na “medida do T”? Quando eu era criança ouvia as pessoas dizerem: Fulano parece que não tem a medida do T! Isto significava que não havia limite para aquela pessoa, que nunca se satisfazia e sempre queria mais. Pelo formato da letra “T”, que põe um limite acima, as pessoas usam popularmente esta expressão como um limite de medida. E tem muita gente assim, sem limite prá nada na vida... E como resultado, observamos pessoas se afundando em poços de dívidas, pois compram sem limite, sem poder, além do que ganham e, chega um dia em que a situação fica insustentável!

Se pararmos um pouco para dar uma olhada em nosso guarda roupas, provavelmente vamos encontrar roupas, sapatos, cintos, gravatas, ternos, camisas, etc, muito mais do que necessitamos. E se nos dispusermos a fazer esta checagem podemos aproveitar a oportunidade para retirar o que não estamos usando e doar para pessoas que verdadeiramente estão necessitando. Ouvi num domingo desses a ministração de um missionário, relatando sua experiência em Cuba em uma viagem missionária e, o quanto aquelas pessoas ali são tão carentes. No final de sua viagem ele recebeu no quarto do hotel onde se hospedava, um jovem. Ele observando as coisas contidas no aposento, viu que o missionário possuía dois pares de sapato e, isto foi motivo para ficar admirado. Então perguntou ao missionário: Você tem dois pares de sapato? O que o missionário respondeu: tenho sim! O jovem então falou da sua dificuldade em adquirir um par de sapatos. Era uma coisa muito difícil para ele, devido sua condição financeira. Bem, a conversa ficou por aí mesmo. No outro dia o missionário levantou, trocou de roupas, pegou sua bagagem e tomou o transporte rumo ao aeroporto que o levaria de volta para casa. Entretanto, o missionário estava incomodado com o episódio do dia anterior. Pediu ao motorista que o levasse na casa daquele jovem, bateu à porta de sua casa e, pediu para chamar o rapaz e, presenteou-o com o sapato e mais algumas peças de roupas. O rapaz ficou feliz da vida e grato a Deus e à liberalidade do missionário, e este, por sua vez, viajou em paz, e reflexivo ao mesmo tempo, pensando em quantas gravatas, calças, roupas, ternos ele possuía e, tantas pessoas não tinham nada... Tomou então uma decisão: Fazer uma faxina em seu guarda-roupa...


O Apóstolo Paulo escreveu: “... aprendi a estar satisfeito com o que tenho. Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação.” Filipenses 4 . 11-13. Paulo depois de sua conversão passou por um longo aprendizado, que o deixou galgar esta condição de saber viver acima das circunstâncias. Ele não era movido por desejos incontidos, pois, havia adquirido o equilíbrio de uma vida que depende apenas de Deus.

É muito melhor termos o pouco com Jesus, do que vivermos em busca de riquezas, fortunas, vida folgada, carros caríssimos, roupas de grifes, vaidades e vaidades, que nos levarão apenas à ruína, à infelicidade. Em Provérbios 15.16, lemos a respeito dessa grande verdade: “É melhor ser pobre e temer a Deus, o Senhor, do que ser rico e infeliz”. Mesmo que não tenhamos condições de morar em um lugar cheio de conforto, de vestir-nos com roupas caras, vivermos viajando a passeio, de comprarmos objetos caros, etc, uma coisa é certa, temos o maior tesouro: O temor do Senhor. Ele é a nossa força, a nossa alegria, o nosso supridor. Não te remos falta de nada. Como diz o Salmo 23.1, “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.”

Um dos textos em destaque, I Timóteo 6.7-12, fala do perigo da riqueza. “O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que vamos levar do mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso. Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição. Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimento.” O amor ao dinheiro é um perigo! A riqueza em si, o dinheiro em si, não é perigoso, mas, o amor ao dinheiro sim! Este é terrível e leva à ruína... Por causa do amor ao dinheiro, muitos políticos entram em desgraça... Por causa do amor ao dinheiro, o jovem rico deixou de seguir a Jesus.

Quando Deus permite que alguns dos seus filhos possuam riquezas, é porque Ele tem propósitos. Esta riqueza é para ser usada com sabedoria, em favor do Seu Reino. Entretanto, sempre fica a advertência de se ter cuidado com a riqueza. Se seu coração está em Deus, você viverá feliz, de forma equilibrada, mas, se seu coração estiver na riqueza, você estará caminhando para o sofrimento, para a ruína.

Reflexão: Nossa maior preocupação deve ser a de ajuntar um tesouro nos céus, “onde a traça e nem a ferrugem consomem...”. Devemos fugir do amor ao dinheiro, do apego às coisas matérias, e procurar seguir “a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão”. Vamos olhar ao nosso redor e ajudar ao carente, ao necessitado. Vamos nos preocupar com as riquezas espirituais e, seguir em busca do equilíbrio, a ponto de podermos dizer como Paulo: “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”. Enfim, fica a pergunta: Será que eu tenho a medida do “T”? Pense nisso!

 

Enilda Falcão Lins

Enilda LinsDrª.Enilda Lins, esposa do Pr. Isaías Andrade Lins Filho há 48 anos. Mãe de 3 (três) filhos, avó de 6(seis) netos. É Bacharel em Direito, advoga, é especialista na área de Direito de Familia, sendo Membro Efetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Familia - IBDFAM.

Exercendo a advocacia há mais de trinta anos, a dra. Enilda Lins já exerceu diversas atividades no Serviço Público Municipal e também no Serviço Público Federal. Escritora de diversos artigos publicados em revistas e sites de cunho evangélico.


Autor deste Artigo: Enilda Falcão Lins

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